25 março 2010
19 março 2010
Padre Roque (Sta Isabel - Lisboa)
Hoje houve um Padre que me tocou pela sua simplicidade e ternura.
Numa Missa de Corpo Presente, falou com muito amor, pôs toda a gente a rezar o Pai Nosso de mão dada, deu um Abraço de Paz à familia.
Disse no final
"O que levamos desta vida não é o que guardamos, é o que damos."
Fiquei de lágrimas nos olhos.
Quando o cumprimentei e comentei que tinha gostado muito da missa, recebeu o elogio com um enorme sorriso e cheio de humildade comentou - às vezes pensamos que só as crianças precisam de elogios e incentivo, mas também os adultos gostam e precisam de ser elogiados, isso motiva um trabalho cada vez melhor. E levamos o elogio que fizemos conosco na memória do sorriso que geramos.
Foi muito bonito, dentro de toda a tristeza de ver alguém partir.
Numa Missa de Corpo Presente, falou com muito amor, pôs toda a gente a rezar o Pai Nosso de mão dada, deu um Abraço de Paz à familia.
Disse no final
"O que levamos desta vida não é o que guardamos, é o que damos."
Fiquei de lágrimas nos olhos.
Quando o cumprimentei e comentei que tinha gostado muito da missa, recebeu o elogio com um enorme sorriso e cheio de humildade comentou - às vezes pensamos que só as crianças precisam de elogios e incentivo, mas também os adultos gostam e precisam de ser elogiados, isso motiva um trabalho cada vez melhor. E levamos o elogio que fizemos conosco na memória do sorriso que geramos.
Foi muito bonito, dentro de toda a tristeza de ver alguém partir.
10 março 2010
My intention for today
Gratefulness for my life, my house, all conforts, for my body, my mind, for my friends, my family, for all the opportunities that open each moment.
With a slight smile on my face, I feel grateful.
Etiquetas:
in english,
inspirações,
life philosophy
04 março 2010
Quebre esse copo!
Não sou fã de Paulo Coelho, não li os livros todos de fio a pavio, e o que li não me tocou naquele momento. Mas hoje este texto tocou-me. Porque há copos para partir, há riscos que são só internos a tomar, há mapas para mudar!
Aqui vai, uma inspiração para o dia, ou para a vida.
Aqui vai, uma inspiração para o dia, ou para a vida.
Quebre este copo
(trecho de “Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei”)
O vinho tornava as coisas mais fáceis para ele. E para mim.
– Por que você parou de repente? Por que não quer falar de Deus, da Virgem, do mundo espiritual?
– Quero falar de outro tipo de amor – insistiu. – Aquele que um homem e uma mulher compartilham, e em que também se manifestam os milagres.
Segurei suas mãos. Ele podia conhecer os grandes mistérios da Deusa – mas de amor sabia tanto quanto eu. Mesmo que tivesse viajado tanto.
E teria que pagar um preço: a iniciativa. Porque a mulher paga o preço mais alto: a entrega.
Ficamos de mãos dadas por um longo tempo. Lia em seus olhos os medos ancestrais que o verdadeiro amor coloca como provas a serem vencidas. Li a lembrança da rejeição da noite anterior, o longo tempo que passamos separados, os anos no mosteiro em busca de um mundo onde estas coisas não aconteciam.
Lia em seus olhos as milhares de vezes em que havia imaginado este momento, os cenários que construíra ao nosso redor, o cabelo que eu devia estar usando e a cor da minha roupa. Eu queria dizer “sim”, que ele seria bem-vindo, que o meu coração havia vencido a batalha. Queria dizer o quanto o amava, o quanto o desejava naquele momento.
Mas continuei em silêncio. Assisti, como se fosse um sonho, à sua luta interior. Vi que tinha diante dele o meu “não”, o medo de me perder, as palavras duras que escutou em momentos semelhantes – porque todos passamos por isto, e acumulamos cicatrizes.
Seus olhos começaram a brilhar. Sabia que estava vencendo todas aquelas barreiras.
Então soltei uma das mãos, peguei um copo e coloquei na beirada da mesa.
– Vai cair – disse ele.
– Exato. Quero que você o derrube.
– Quebrar um copo?
Sim, quebrar um copo. Um gesto aparentemente simples, mas que envolvia pavores que nunca chegaremos a compreender direito. O que há de errado em quebrar um copo barato – quando todos nós já fizemos isto sem querer alguma vez na vida?
– Quebrar um copo? – repetiu ele. – Por quê?
– Posso dar algumas explicações – respondi. – Mas, na verdade, é apenas por quebrar.
– Por você?
– Claro que não.
Ele olhava o copo de vidro na beira da mesa – preocupado com que caísse.
“É um rito de passagem, como você mesmo fala”, tive vontade de dizer. “É o proibido. Copos não se quebram de propósito. Quando entramos em restaurantes ou em nossas casas, tomamos cuidado para que os copos não fiquem na beira da mesa. Nosso universo exige que tomemos cuidado para que os copos não caiam no chão.
Entretanto, continuei pensando, quando os quebramos sem querer, vemos que não era tão grave assim. O garçom diz “não tem importância”, e nunca na vida vi um copo quebrado ser incluído na conta de um restaurante. Quebrar copos faz parte da vida e não causamos qualquer dano a nós, ao restaurante, ou ao próximo.
Dei um esbarrão na mesa. O copo balançou, mas não caiu.
– Cuidado! – disse ele, instintivamente.
– Quebre o copo – eu insisti.
Quebre o copo, pensava comigo mesma, porque é um gesto simbólico. Procure entender que eu quebrei dentro de mim coisas muito mais importantes que um copo, e estou feliz por isto. Olhe para a sua própria luta interior e quebre este copo.
Porque nossos pais nos ensinaram a tomar cuidado com os copos, e com os corpos. Ensinaram que as paixões de infância são impossíveis, que não devemos afastar homens do sacerdócio, que as pessoas não fazem milagres, e que ninguém sai para uma viagem sem saber aonde vai.
Quebre este copo, por favor – e nos liberte de todos estes conceitos malditos, esta mania que se tem de explicar tudo e só fazer aquilo que os outros aprovam.
– Quebre este copo – pedi mais uma vez.
Ele fixou seus olhos nos meus. Depois, devagar, deslizou sua mão pelo tampo da mesa, até tocá-lo. Num rápido movimento, empurrou-o para o chão.
O barulho do vidro quebrado chamou a atenção de todos. Em vez de disfarçar o gesto com algum pedido de desculpas, ele me olhava sorrindo – e eu sorria de volta.
– Não tem importância – gritou o rapaz que atendia as mesas.
Mas ele não escutou. Havia se levantado, me agarrado pelos cabelos, e me beijava.
Eu também o agarrei nos cabelos, abracei-o com toda força, mordi seus lábios, senti sua língua se movendo dentro de minha boca. Era um beijo que havia esperado muito – que havia nascido junto dos rios de nossa infância, quando ainda não compreendíamos o significado do amor. Um beijo que ficou suspenso no ar quando crescemos, que viajou pelo mundo através da lembrança de uma medalha, que ficou escondido atrás de pilhas de livros de estudos para um emprego público. Um beijo que se perdeu tantas vezes e que agora tinha sido encontrado. Naquele minuto de beijo estavam anos de buscas, de desilusões, de sonhos impossíveis.
Eu o beijei com força. As poucas pessoas que estavam naquele bar devem ter olhado, e pensavam estar vendo apenas um beijo. Não sabiam que naquele minuto de beijo estava o resumo de minha vida, da vida dele, da vida de qualquer pessoa que espera, sonha e busca o seu caminho debaixo do sol.
Naquele minuto de beijo estavam todos os momentos de alegria que vivi.
03 março 2010
Gaza - Avatar on Earth?
This video is circulating on facebook and a friend ask for comments on these provocative thoughts... Here is my comment.
Avatar is a metaphor. Good against evil, again. Who's who only depends on the perspective the movie is shot from. In Cameron's own Alien, the alien was the bad guy (bigger and uglier then, but again, that's just a perspective)
I don't even find the video too provocative because this is an old story, first the Romans 2.500 years ago, they conquered all of Europe, Ghenghis Khan invaded all his neighbors in XIIIth century China, there are examples in all cultures, in all times. Even the Arabs were the attackers when in the VIIIth century they invaded Iberia (that's not so long ago, the buildings, the words are still here). And even then peace was kept by letting each population live their spirituality freely and with commercial and trade agreements.
Same story: two sides fight for land, for profit, for domination. If you want someone else's resources, de-humanize them, make them your enemy, and take it. It's always been like this. Only the weapons have changed, the images, and how fast they travel.
It's been the politicians and philosophers' responsibility to find solutions for 3000 years. Being human they have fear in their hearts. Fear of not having enough food, enough water, enough space for their children. Fear for our own survival.
I was living in Madrid in March 11th, I drove by one of the bombs that did not explode, it could have exploded, and it could have been me on the list, my father could have gotten a call "we're sorry, your daughter is dead"... and later that week I marched the streets with fear in my heart because someone wanted to kill me. Fear. Fear that turns into anger. Fear that turns into greed.
From my perspective, the only thing we can do is replace this fear with love and compassion, finding the spirit in us, the dust of stars we are made of, the connection to the grand scheme, our soul, or whatever you want to call it. We can chose to recognize the spirit and the love in both jews and arabs, and chinese, and korean, and indian, and blonds, and darks, and black, brown, purple... We are all in the same human boat. We can find the balance of the planet, accept the symbiotic relations in all environments, accept each other.
And facebook is a great platform for it! Millions of people all around the globe, exchanging points of view, insights, opinions, exchanging their humanity, where ever they are. Thank you Dave, for starting this discussion!
May Peace be in our hearts first, and then in the whole world!
02 março 2010
More or Less?
Eu sem dúvida quero consumir menos, quero desentupir a minha vida, a minha casa e o meu corpo do excesso! Less is more! Sem dúvida!
20 fevereiro 2010
Recém-nascidos
O que é que se derrete dentro de nós quando olhamos um bébé? Que instinto é este de protecção, de amor puro? Uma emoção trespassa todo o corpo e afecta os sentidos, um dedo que quer tocar, que percorre as linhas pequenas da testa, as bochechas e mão, que se delicia na pressão da pequena mão que agarra, o cheiro a bebe (oh pó de talco Jonhson&Johnson, quantas gerações de amor recém-nascido?), e o olhar que não se solta. Podia ficar o dia todo a olhar um bébé recem-nascido!
19 fevereiro 2010
Gótica
Reparei primeiro nas unhas pintadas de preto descobertas nas luvas de dedos cortados. Depois vi o desenho do Jack Skellington. Hum... Bloqueando a voz da minha avó que fala na minha cabeça dizendo “Esta juventude está perdida!”, não consigo deixar de me perguntar porque deseja uma rapariguinha, que não terá ainda 18, anos ser feia? E imediatamente surge a questão, e estes pais, o que pensam, o que sentem quando olham a filha? O piercing a meio da linha do beiço inferior, a gargantilha com uma corrente de metal e uma argola sugerindo uma trela que ali se pode prender e levar esta menina, a sua menina... onde, com quem? A cruz ao peito, o corpete com 4 fivelas que se ajustam à volta da cintura, a saia comprida com folhos, mas negra, tudo negro, o Kispo, a mochila, tudo!
Olho então a cara. Queixo fino, a boca pequenina, bem desenhada, nariz ligeiramente arrebitado, testa marcada pelo acne. Não é bonita, nada mesmo. Tem uma cara tão vulgar que provavelmente não teria reparado nela não fossem as unhas e o preto.
E assim se evita a normalidade, assim um espírito único, leve, luminoso, fechado num corpo normal, numa rapariga normal, fechado no interior de Portugal, faz-se notar e encontra a pertença e a comunhão numa comunidade gótica que acolhe com base neste feio, neste escuro. Uma comunidade que vai alem das convenções, um grupo que se vira para dentro com uma cultura e visão do mundo próprias, na sua arte, na sua estética, rejeitando se calhar “o sistema”, sendo eles próprios um sistema. Quem sabe se o amor surge nessa comunhão.
17 fevereiro 2010
Metáforas
Esta tarde, numa reunião de trabalho, usaram-se tantas metáforas que, além de notar a riqueza visual que trouxeram à discussão, fiquei a pensar em porquê estas pessoas em concreto que se sentaram à mesa hoje falaram de forma tão ilustrativa?
Especificamente, as ideias que discutimos foram ingredientes para um cozinhado, que a certa altura estava feito, e noutras ainda não. O projecto foi um restaurante, um sistema solar, um planeta. O grupo foi um canivete Suiço e se calhar iamos vender hamburgueres...
Proponho que ilustrar pontos de vista com estas imagens mais ricas do que simples linguagem técnica, tem impacto na aceitação de um ponto de vista especialmente porque numa metáfora concentramo-nos nos pontos fortes da mensagem, sem ligar a detalhes onde muitas vezes estão as discórdias. Numa metáfora sobra espaço para o nosso inconsciente encontrar os pontos que nos une e ordenar aos consciente para deixar de se focar nas pequenas diferenças.
Essa capacidade é afinal, como também foi falado esta tarde, nuclear para um estilo de vida empreendedor, para um olhar o outro de forma a encontrar sempre o que podemos aprender e aplicar no nosso projecto concreto, no nosso mundo, no nosso pais, sem ficar pelo "ah, isso na Alemanha funciona mas os meus clientes... oh, isso em S.Francisco tem sucesso, mas aqui..."
Se calhar estávamos era todos com fome, afinal foi das 12h às 14h!
Especificamente, as ideias que discutimos foram ingredientes para um cozinhado, que a certa altura estava feito, e noutras ainda não. O projecto foi um restaurante, um sistema solar, um planeta. O grupo foi um canivete Suiço e se calhar iamos vender hamburgueres...
Proponho que ilustrar pontos de vista com estas imagens mais ricas do que simples linguagem técnica, tem impacto na aceitação de um ponto de vista especialmente porque numa metáfora concentramo-nos nos pontos fortes da mensagem, sem ligar a detalhes onde muitas vezes estão as discórdias. Numa metáfora sobra espaço para o nosso inconsciente encontrar os pontos que nos une e ordenar aos consciente para deixar de se focar nas pequenas diferenças.
Essa capacidade é afinal, como também foi falado esta tarde, nuclear para um estilo de vida empreendedor, para um olhar o outro de forma a encontrar sempre o que podemos aprender e aplicar no nosso projecto concreto, no nosso mundo, no nosso pais, sem ficar pelo "ah, isso na Alemanha funciona mas os meus clientes... oh, isso em S.Francisco tem sucesso, mas aqui..."
Se calhar estávamos era todos com fome, afinal foi das 12h às 14h!
16 fevereiro 2010
Grito!!!
Vou voltar atrás e mudar o meu passado, vou amar a criança que sobreviveu. Além de olhar as cicatrizes, de lhes tocar, de lhes dar nomes, de as analisar, vou fazê-las desaparecer com o amor que agora me enche. Vou mudar o meu passado para mudar o meu futuro, vou abrir possibilidades, vou abrir as asas e vou ser livre!
15 fevereiro 2010
O meu Principe Encantado
Tem 1,90m e as costas tão largas e fortes que posso encostar-me a ele como se a uma parede, e sentir-te pequenina e segura alia encostada. Envolve-me com os seus braços, segura-me com as suas mãos ossudas e fortes, pousa o queixo no meu cucuruto e ficamos assim... até ele se mudar para o meu pescoço, que beija com paixão e ternura.
O meu principe encantado não tem a mania que sabe cozinhar, lá em casa quem cozinha sou eu e ele arruma e põe a mesa e trata da roupa e leva e tráz e põe, sem eu ter de lhe pedir nada.
Ás vezes acorda-me com beijos nas costas e ficamos horas infindas na cama.
Amamo-nos, queremo-nos, desejamo-nos.
É inteligente, muito mais do que eu, tem sempre alguma coisa para me ensinar. É trabalhador, honesto, eficaz e organizado. É respeitado, é um lider natural. Fala pouco e baixo, mas todos param para o ouvir. Ele é um homem bom!
É atento a todos os sinais que lhe dou. Recorda e celebra todas as datas importantes e surpreende-me constantemente. Nunca se sente criticado pelo meu olhar ou pelo meu silêncio. É dedicado, leal, companheiro, respeituoso, constante, fiável.
O meu principe encantado é lindo, elegante, sedutor e dança lindamente! Segura todas as portas e beija a mão das senhoras velhas que não gostam de beijos na cara. Sabe estar em qualquer situação e até atura a minha mãe.
Há um lado do meu principe que só eu conheço, ele é o segredo mais bem guardado do mundo, é brincalhão e livre mas vulnerável nas minhas mãos. Eu sou a única mulher na vida do meu principe encantado, inquestionada, inquestionavel. O meu principe é a minha base, a minha raiz.
Ele é o espaço onde eu sou livre.
O meu principe encantado não tem a mania que sabe cozinhar, lá em casa quem cozinha sou eu e ele arruma e põe a mesa e trata da roupa e leva e tráz e põe, sem eu ter de lhe pedir nada.
Ás vezes acorda-me com beijos nas costas e ficamos horas infindas na cama.
Amamo-nos, queremo-nos, desejamo-nos.
É inteligente, muito mais do que eu, tem sempre alguma coisa para me ensinar. É trabalhador, honesto, eficaz e organizado. É respeitado, é um lider natural. Fala pouco e baixo, mas todos param para o ouvir. Ele é um homem bom!
É atento a todos os sinais que lhe dou. Recorda e celebra todas as datas importantes e surpreende-me constantemente. Nunca se sente criticado pelo meu olhar ou pelo meu silêncio. É dedicado, leal, companheiro, respeituoso, constante, fiável.
O meu principe encantado é lindo, elegante, sedutor e dança lindamente! Segura todas as portas e beija a mão das senhoras velhas que não gostam de beijos na cara. Sabe estar em qualquer situação e até atura a minha mãe.
Há um lado do meu principe que só eu conheço, ele é o segredo mais bem guardado do mundo, é brincalhão e livre mas vulnerável nas minhas mãos. Eu sou a única mulher na vida do meu principe encantado, inquestionada, inquestionavel. O meu principe é a minha base, a minha raiz.
Ele é o espaço onde eu sou livre.
Ver. Ouvir. Amar.
Vejo-te atrás do jornal. Ou melhor, não te vejo, o jornal cobre-te inteiro. É daqueles jornais enormes, à antiga, é o Expresso, imenso. Deve ser muito importante o que lês, absorve-te e não me vês. Sento-me ao teu lado, abro também o jornal, imito-te para me fazer notar. Se me portar bem, se fizer tudo como deve ser, se imitar na perfeição...
Aguardo no escuro um beijo de boa-noite. Aguardo ser reconhecida. Impaciento-me, assusto-me. O escuro é tão frio, denso. Chamo-te mas a minha voz não perfura esta escuridão imensa que me afunda, não chega até ti...
Espero-te nem sei onde... à porta, em casa, sentada na cama, na soleira da entrada. Espero... Nunca sei quando chegarás, se chegarás. Procuro as horas, tenho concentrar-me na televisão, sigo uma formiga a debater-se com os sulcos entre as pedras da calçada. Espero... Espero...
Entro no carro e ouço-te. Desculpa o atraso querida... Este transito! Neste país não há vontade política para nada! Tento. Hoje eu... É só grafitis, delinquentes, cambada de mal-criados! Aguardo outra oportunidade. Hum hum. Pois, tens razão.
Silêncio.
Aguardo no escuro um beijo de boa-noite. Aguardo ser reconhecida. Impaciento-me, assusto-me. O escuro é tão frio, denso. Chamo-te mas a minha voz não perfura esta escuridão imensa que me afunda, não chega até ti...
Espero-te nem sei onde... à porta, em casa, sentada na cama, na soleira da entrada. Espero... Nunca sei quando chegarás, se chegarás. Procuro as horas, tenho concentrar-me na televisão, sigo uma formiga a debater-se com os sulcos entre as pedras da calçada. Espero... Espero...
Entro no carro e ouço-te. Desculpa o atraso querida... Este transito! Neste país não há vontade política para nada! Tento. Hoje eu... É só grafitis, delinquentes, cambada de mal-criados! Aguardo outra oportunidade. Hum hum. Pois, tens razão.
Silêncio.
01 dezembro 2009
Compaixão II
The principle of compassion lies at the heart of all religious, ethical and spiritual traditions, calling us always to treat all others as we wish to be treated ourselves. Compassion impels us to work tirelessly to alleviate the suffering of our fellow creatures, to dethrone ourselves from the centre of our world and put another there, and to honour the inviolable sanctity of every single human being, treating everybody, without exception, with absolute justice, equity and respect.
It is also necessary in both public and private life to refrain consistently and empathically from inflicting pain. To act or speak violently out of spite, chauvinism, or self-interest, to impoverish, exploit or deny basic rights to anybody, and to incite hatred by denigrating others—even our enemies—is a denial of our common humanity. We acknowledge that we have failed to live compassionately and that some have even increased the sum of human misery in the name of religion.
We therefore call upon all men and women ~ to restore compassion to the centre of morality and religion ~ to return to the ancient principle that any interpretation of scripture that breeds violence, hatred or disdain is illegitimate ~ to ensure that youth are given accurate and respectful information about other traditions, religions and cultures ~ to encourage a positive appreciation of cultural and religious diversity ~ to cultivate an informed empathy with the suffering of all human beings—even those regarded as enemies.
We urgently need to make compassion a clear, luminous and dynamic force in our polarized world. Rooted in a principled determination to transcend selfishness, compassion can break down political, dogmatic, ideological and religious boundaries. Born of our deep interdependence, compassion is essential to human relationships and to a fulfilled humanity. It is the path to enlightenment, and indispensible to the creation of a just economy and a peaceful global community.
It is also necessary in both public and private life to refrain consistently and empathically from inflicting pain. To act or speak violently out of spite, chauvinism, or self-interest, to impoverish, exploit or deny basic rights to anybody, and to incite hatred by denigrating others—even our enemies—is a denial of our common humanity. We acknowledge that we have failed to live compassionately and that some have even increased the sum of human misery in the name of religion.
We therefore call upon all men and women ~ to restore compassion to the centre of morality and religion ~ to return to the ancient principle that any interpretation of scripture that breeds violence, hatred or disdain is illegitimate ~ to ensure that youth are given accurate and respectful information about other traditions, religions and cultures ~ to encourage a positive appreciation of cultural and religious diversity ~ to cultivate an informed empathy with the suffering of all human beings—even those regarded as enemies.
We urgently need to make compassion a clear, luminous and dynamic force in our polarized world. Rooted in a principled determination to transcend selfishness, compassion can break down political, dogmatic, ideological and religious boundaries. Born of our deep interdependence, compassion is essential to human relationships and to a fulfilled humanity. It is the path to enlightenment, and indispensible to the creation of a just economy and a peaceful global community.
Compaixão I
A mind committed to compassion is like an overflowing reservoir - a constant source of energy, determination and kindness. This is like a seed, that when cultivated, gives rise to many other good qualities, such as forgiveness, tolerance, inner strength and the confidence to overcome fear and insecurity. The compassionate mind is like an elixir; it is capable of transforming bad situations into beneficial ones. Therefore, we should not limit our expressions of love and compassion to our family and friends. Nor is the compassion only the responsibility of clergy, health care and social workers. It is the necessary business of every part of the human community.
His Holiness the Dalai Lama
His Holiness the Dalai Lama
24 novembro 2009
I'm not a selfish little clod of anything... :)
This is the true joy in life - being used for a purpose recognized by yourself as a mighty one; being thoroughly worn out before you are thrown on the scrap heap; being a force of nature instead of a feverish selfish little clod of ailments and grievances complaining that the world will not devote itself to making you happy.
George Bernard Shaw
George Bernard Shaw
17 novembro 2009
A Daily Joy to be Alive
No matter how serene things may be in my life, how well things are going, my body and soul are two cliff peaks from which a dream of who I can be falls, and I must learn to fly again each day...
A Daily Joy to be Alive: Jimmy Santiago Baca
A Daily Joy to be Alive: Jimmy Santiago Baca
03 novembro 2009
The other half of the world
Imagine that half the world is hidden from you. Half of the person sitting across from you has never been appreciated, half of the garden has never been seen or smelled, half of your own life has never been truly witnessed and appraised. If we fail to attend to the interior of self and world then, indeed, half the world is missed. When we turn toward contemplation, we are turning to the forgotten half, toward that half of the world which modestly and patiently awaits our freely given attention. While the rest of the world is on red alert, shouting for every minute of our conscious life, the equally important interior dimensions of existence wait quietly. When it seems impossible to find the time to meditate, we can remind ourselves of these facts. We give so much time to the demands of the world; isn’t it proper and even essential to give time to the silent half of the world that patiently waits us? Shouldn’t we give as much time to the inner as we do to the outer?
Arthur Zajonc, Meditation as Contemplative Inquiry (Lindisfarne 2009), 47
Arthur Zajonc, Meditation as Contemplative Inquiry (Lindisfarne 2009), 47
19 outubro 2009
Child Within
Não te deixes enganar por mim,
Não te deixes enganar pela cara que eu ponho,
Porque eu uso uma mascara, mil mascaras, mascaras que tenho medo de tirar,
E nenhuma delas sou eu.
O fingimento é uma arte que está enraizada em mim,
Mas não te deixes enganar.
Por amor de Deus não te deixes enganar.
Posso dar a impressão que sou seguro,
Que está tudo tranquilo e sereno dentro e fora de mim,
Que a confiança é o meu nome e a frieza o meu jogo,
Que está tudo sob controle dentro de mim, está tudo calmo.
E não preciso de ninguém.
Mas não acreditem em mim.
À primeira vista a minha cara pode parecer suave,
Mas a aparência é a minha mascara,
Inconstante e enganadora está sempre a esconder-se.
Debaixo da aparência não há satisfação.
Debaixo da aparência existe a confusão, medo e solidão
Mas eu escondo isto. Não quero que ninguém o saiba.
Entro em pânico com a ideia dos meus medos e fraquezas serem expostos.
É por isso que criei inquietantemente uma mascara para me esconder,
Uma fachada sofisticadamente despreocupada,
Para me ajudar a fingir,
Para me proteger daquele olhar de relance de quem verdadeiramente me vê.
Mas é esse olhar precisamente a minha salvação.
É a minha única esperança, eu sei isso.
Isto é, se for seguido pela a aceitação,
se for seguido pelo amor.
É a única coisa que me pode libertar de mim mesmo,
Das paredes da prisão que eu próprio construi,
Das barreiras que tão minuciosamente ergui,
É a única coisa que me assegurará,
Daquilo que não posso assegurar a mim próprio;
- “Que realmente eu tenho valor...”
Mas eu não te digo isto. Não me atrevo . Tenho medo.
Tenho medo que o desvendar do teu olhar não seja seguido pela aceitação,
Que não seja seguido pelo amor.
Tenho medo que me menosprezes, que rias,
E o teu riso irá destruir-me.
Tenho medo que bem no fundo eu não seja nada, que realmente não seja boa pessoa
E tenho medo que tu vejas isto e me rejeites.
Por isso, jogo o meu jogo, o meu desesperado jogo do “faz de conta”,
Com uma fachada de segurança por fora
e uma criança a tremer por dentro.
Começa então o sumptuoso mas vazio desfile de mascaras,
E a minha vida torna-se numa farsa.
Mantenho contigo um dialogo inútil num tom de conversa superficial.
Eu digo-te tudo, que na realidade nada é,
e nada acerca daquilo que tem significado,
aquilo que está a chorar dentro de mim.
Por isso, quando eu estiver a ir pelo mesmo “caminho”,
Não te deixes enganar por aquilo que estou a dizer,
Por favor, tenta ouvir aquilo que eu não digo,
Aquilo, que eu gostaria de ser capaz de dizer,
Aquilo que por necessidade, gostava de poder falar,
Mas que não sou capaz de dizer.
Eu não gosto de me esconder,
Eu não gosto de fazer jogos falsos e superficiais.
Eu quero parar de jogar esses jogos.
Eu quero ser genuíno, expontâneo e ser eu mesmo,
Mas tu tens que me ajudar.
Tens que ficar de mão estendida à minha espera,
Mesmo que isso pareça a ultima coisa que eu queira.
Só tu podes tirar da minha visão a fixação vazia do estado “vegetal”.
Só tu me podes “acordar” para a viver a vida.
Cada vez que tu és carinhoso, gentil e encorajador,
Cada vez que tentas compreender, porque realmente te importas,
No meu coração começam a crescer “asas”,
Umas “asas” muito pequenas,
Umas “asas” muito trémulas,
Mas são “asas” !
Com o teu poder de tocares os meus sentimentos,
Podes dar um “sopro” de vida,
Eu quero que tu saibas isso.
Eu quero que saibas o quanto és importante para mim,
E como podes ser um Criador – um Criador à imagem de Deus –
De uma pessoa que sou eu,
Se quiseres.
Tu sozinho podes derrubar a barreira atrás da qual eu tremo,
Tu sozinho podes tirar as mascaras,
Tu sozinho podes libertar-me do meu mundo sombrio de pânico e incerteza,
Da minha “prisão” solitária,
Se assim o decidires.
Por favor, decide que sim. Não me deixes passar “ao lado.”
Não vai ser fácil para ti.
Uma forte convicção de que não tenho valor construiu fortes muralhas.
Quanto mais perto tu te chegares a mim,
Mais cegamente poderei ripostar.
É irracional, apesar do que os livros dizem sobre o ser humano,
Muitas vezes eu sou irracional.
Eu luto para manter, aquelas mesmas coisas que choro por largar.
Mas dizem-me que o amor é mais forte do que ”fortes muralhas”,
E aí reside a minha esperança.
Por favor, tenta vencer essas barreiras,
Com mãos firmes,
Mas com mãos gentis,
Porque a criança que sou, é muito sensível.
Quem sou eu, tentas tu imaginar,
Sou alguém que conheces muito bem,
Porque sou todos os homens que já encontraste,
E todas as mulheres que já conheceste.
( Charles C. Finn - no livro Curar a Criança Interior de Charles Whitfield )
Não te deixes enganar pela cara que eu ponho,
Porque eu uso uma mascara, mil mascaras, mascaras que tenho medo de tirar,
E nenhuma delas sou eu.
O fingimento é uma arte que está enraizada em mim,
Mas não te deixes enganar.
Por amor de Deus não te deixes enganar.
Posso dar a impressão que sou seguro,
Que está tudo tranquilo e sereno dentro e fora de mim,
Que a confiança é o meu nome e a frieza o meu jogo,
Que está tudo sob controle dentro de mim, está tudo calmo.
E não preciso de ninguém.
Mas não acreditem em mim.
À primeira vista a minha cara pode parecer suave,
Mas a aparência é a minha mascara,
Inconstante e enganadora está sempre a esconder-se.
Debaixo da aparência não há satisfação.
Debaixo da aparência existe a confusão, medo e solidão
Mas eu escondo isto. Não quero que ninguém o saiba.
Entro em pânico com a ideia dos meus medos e fraquezas serem expostos.
É por isso que criei inquietantemente uma mascara para me esconder,
Uma fachada sofisticadamente despreocupada,
Para me ajudar a fingir,
Para me proteger daquele olhar de relance de quem verdadeiramente me vê.
Mas é esse olhar precisamente a minha salvação.
É a minha única esperança, eu sei isso.
Isto é, se for seguido pela a aceitação,
se for seguido pelo amor.
É a única coisa que me pode libertar de mim mesmo,
Das paredes da prisão que eu próprio construi,
Das barreiras que tão minuciosamente ergui,
É a única coisa que me assegurará,
Daquilo que não posso assegurar a mim próprio;
- “Que realmente eu tenho valor...”
Mas eu não te digo isto. Não me atrevo . Tenho medo.
Tenho medo que o desvendar do teu olhar não seja seguido pela aceitação,
Que não seja seguido pelo amor.
Tenho medo que me menosprezes, que rias,
E o teu riso irá destruir-me.
Tenho medo que bem no fundo eu não seja nada, que realmente não seja boa pessoa
E tenho medo que tu vejas isto e me rejeites.
Por isso, jogo o meu jogo, o meu desesperado jogo do “faz de conta”,
Com uma fachada de segurança por fora
e uma criança a tremer por dentro.
Começa então o sumptuoso mas vazio desfile de mascaras,
E a minha vida torna-se numa farsa.
Mantenho contigo um dialogo inútil num tom de conversa superficial.
Eu digo-te tudo, que na realidade nada é,
e nada acerca daquilo que tem significado,
aquilo que está a chorar dentro de mim.
Por isso, quando eu estiver a ir pelo mesmo “caminho”,
Não te deixes enganar por aquilo que estou a dizer,
Por favor, tenta ouvir aquilo que eu não digo,
Aquilo, que eu gostaria de ser capaz de dizer,
Aquilo que por necessidade, gostava de poder falar,
Mas que não sou capaz de dizer.
Eu não gosto de me esconder,
Eu não gosto de fazer jogos falsos e superficiais.
Eu quero parar de jogar esses jogos.
Eu quero ser genuíno, expontâneo e ser eu mesmo,
Mas tu tens que me ajudar.
Tens que ficar de mão estendida à minha espera,
Mesmo que isso pareça a ultima coisa que eu queira.
Só tu podes tirar da minha visão a fixação vazia do estado “vegetal”.
Só tu me podes “acordar” para a viver a vida.
Cada vez que tu és carinhoso, gentil e encorajador,
Cada vez que tentas compreender, porque realmente te importas,
No meu coração começam a crescer “asas”,
Umas “asas” muito pequenas,
Umas “asas” muito trémulas,
Mas são “asas” !
Com o teu poder de tocares os meus sentimentos,
Podes dar um “sopro” de vida,
Eu quero que tu saibas isso.
Eu quero que saibas o quanto és importante para mim,
E como podes ser um Criador – um Criador à imagem de Deus –
De uma pessoa que sou eu,
Se quiseres.
Tu sozinho podes derrubar a barreira atrás da qual eu tremo,
Tu sozinho podes tirar as mascaras,
Tu sozinho podes libertar-me do meu mundo sombrio de pânico e incerteza,
Da minha “prisão” solitária,
Se assim o decidires.
Por favor, decide que sim. Não me deixes passar “ao lado.”
Não vai ser fácil para ti.
Uma forte convicção de que não tenho valor construiu fortes muralhas.
Quanto mais perto tu te chegares a mim,
Mais cegamente poderei ripostar.
É irracional, apesar do que os livros dizem sobre o ser humano,
Muitas vezes eu sou irracional.
Eu luto para manter, aquelas mesmas coisas que choro por largar.
Mas dizem-me que o amor é mais forte do que ”fortes muralhas”,
E aí reside a minha esperança.
Por favor, tenta vencer essas barreiras,
Com mãos firmes,
Mas com mãos gentis,
Porque a criança que sou, é muito sensível.
Quem sou eu, tentas tu imaginar,
Sou alguém que conheces muito bem,
Porque sou todos os homens que já encontraste,
E todas as mulheres que já conheceste.
( Charles C. Finn - no livro Curar a Criança Interior de Charles Whitfield )
14 outubro 2009
I'll try anything once, twice if I like it!
Este é há muito tempo o meu lema, frase de Oscar Wilde, escritor que admiro pelo humor mordáz e inteligência.
Hoje aplica-se porque parece que vou saltar de paraquedas outra vez!
No sábado esperei 2h30 para saltar e assisti a algumas infelizes discussões do pessoal de terra.
Reclamei.
O livro de reclamações estava no Porto.
Reclamei mais ainda.
Amecei com ASAE e DECO, falei com a dona da empresa (que também estava no Porto), expus a minha reclamação, "marquei o salto há 1 mês, cheguei 30 minutos antes da hora, e esperei mais de duas horas", referindo e isistindo sempre que a experiência do salto tinha sido fantástica, que negócio tão giro proporcionar momentos únicos aos clientes e que pena estragar tudo com desorganização...
E valeu a pena a reclamação. Não só pediram desculpa por email a todas as pessoas que saltaram no sábado (e aos que se vieram embora furiosos com a espera), como me ofereceram um voucher para saltar outra vez!!
Quem quer vir comigo na próxima road-trip a Évora?
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